Arara azul grande


Arara Azul

arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), também chamada arara-jacintoararaúnaarara-preta  e araruna,  é uma ave da família Psittacidae que vive nos biomas da Floresta Amazônica e, principalmente no  Cerrado. Dotada de uma plumagem azul com uma pele nua amarela e em torno dos olhos e da mesma cor na base da mandíbula, seu bico é desmesurado, parecendo ser maior que o próprio crânio e curvo,  forte o suficiente para quebrar a casca de árvores e também para as auxiliar na captura de alimentos. Com uma fisionomia bastante forte, sua alimentação, enquanto vivendo livremente, consiste de sementes de palmeiras (cocos), especialmente o licuri(Attalea phalerata).

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Essa arara torna-se madura para a reprodução aos 3 anos e sua época reprodutiva ocorre entre janeiro e novembro. Nascem 2 filhotes por vez e a incubação dura cerca de 30 dias. Depois que nascem, as araras-azuis ficam cerca de três meses e meio no ninho, sob o cuidado dos pais, até se aventurarem no primeiro voo. A convivência familiar dura até um ano e meio de idade, quando os filhotes começam a se separar gradativamente dos pais.

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Pode ser encontrada no Complexo do Pantanal onde projetos de preservação garantiram no ano de 2001 uma população de 3.000 exemplares. Essa ave está atualmente ameaçada de extinção, sendo as principais causas a caça, o comércio clandestino, no qual as aves são capturadas enquanto filhotes, ainda no ninho e a degradação em seu habitat natural através da destruição atrópica. Sua distribuição geográfica é no Brasil. Sua distribuição geográfica no Brasil é nos estados de: Amazonas, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e Tocantins.

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Uma das aves mais lindas que existe no mundo é com certeza a Arara Azul, pois é difícil para as demais aves competirem com as suas penas de um azul tão vivo que é possível vê-la de longe. Infelizmente se trata de um animal ameaçado de extinção.

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A Arara Azul é o maior representante dessa família no mundo e pode ser encontrada no Brasil. Mas, antes de qualquer coisa é importante esclarecer uma dúvida que muitas pessoas têm quando o assunto são as araras azuis: saber quais são as espécies consideradas araras azuis e quais não estão dentro da família Psittacidae.

Podemos definir como as verdadeiras Araras Azuis, espécies do gênero Anodorhynchus: hyacinthinus, leari e glaucus. Essas são as verdadeiras araras azuis porque possuem a cor como a dominante. E um fato bastante triste em relação às araras azuis é o fato de que já possui uma espécie extinta  (A.glaucus) e outras próximas do derradeiro fim.

Para se ter uma ideia do perigo a arara-azul-de-lear (A. leari, possui cerca de 600 indivíduos na natureza) é considerada criticamente em perigo e a arara-azul está em status de perigo. A segunda espécie tem se recuperado em partes no Pantanal, mas ainda assim vive uma situação preocupante.

Um dos principais problemas que ajudam a tornar mais crítica a situação dessas aves, é a sua captura pelos traficantes de animais que comercializam as aves no mercado negro. Em geral a captura é mais intensa fora do Pantanal. As araras azuis que são capturadas e vendidas no mercado negro sofrem principalmente por que saem do seu habitat natural e acabam tendo a sua vida totalmente descaracterizada.

A espécie Cyanopsitta spixii também pode ser incluída dentre o time de araras azuis verdadeiras, pois na verdade se trata de uma ararinha azul. Infelizmente a ararinha azul está extinta na natureza, mas ainda existem alguns espécimes sendo produzidos em cativeiro para garantir que a espécie não suma como um todo.

Uma curiosidade a respeito das araras azuis é que a ararinha-azul e a arara-azul-de-lear são aves originariamente brasileiras, pois a sua distribuição é restrita ao território do país, mais especificamente ao estado da Bahia.

Muitos projetos têm sido criados para evitar a extinção dessas aves e esperamos que sejam suficientes para combaterem o tráfico de animais que os retiram da sua vida em seu habitat para levá-los para lugares totalmente estranhos.

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Reprodução: atingem a maturidade aos 3 anos. Época reprodutiva vai de novembro a janeiro.
Fazem ninhos em árvores e nos buritis. Postura de 01 a 3 ovos e incubação dura de 27 a 29 dias. Os ovos são redondos. Os filhotes nascem medindo 10 a 12 cm e pesando 20 a 27 gramas. Além disso, 20 a 40% dos ovos são predados a cada: ano e 10 a 15% dos filhotes que nascem, são predados ou morrem antes de completar cinco dias de vida. As árvores para a nidificação, no Pantanal, é a ximbuca , o angico-branco e, principalmente, o manduvi .  As araraúnas são fiéis a seus pares e na perda do macho ou da fêmea, seu par fica sozinho, não se compondo novamente com outro indivíduo.
Predadores naturais: os prováveis predadores de seus ovos são: gralha, tucano, carcará, quati, irara e gambá. Os prováveis predadores de filhotes são: gavião-relógio, gavião-pernilongo, gavião-preto e irara.

Ameaças: ameaçada de extinção. Hoje a população é diminuta por causa da destruição dos habitats (desmatamentos e queimadas), do tráfico e do baixo sucesso reprodutivo. O pisoteio do gado dificulta o crescimento e a manutenção da população da bocaiúva, o que dificulta a oferta de alimentos para a araraúna.

2 Comentários

  1. Recebi do meu amigo a missão de publicar a foto de uma Leopardo das Neves! A ideia é encher o Facebook com belas imagens de bichos para acabar com a cadeia de maus-tratos de animais. Se você curtir a foto, vou te indicar um animal e peço que você publique uma foto do seu bichinho bem legal com esse mesmo texto

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